* Design de cartão de visita

24 de abril 2012 Por | postado em "Design Gráfico"

Concedi uma entrevista para o portal Contafio da Posigraf sobre uma matéria que trata de cartões de visita. Achei que seria legal compartilhar aqui.

Detalhe do cartão de visita para a Keep Sports

Ao criar um cartão pessoal, o que um designer deve saber? Quais são as dicas para fazer um bom cartão?

O cartão pessoal tem, inicialmente, o propósito de facilitar a continuidade de uma negociação; uma lembrança para futuros contatos. Ele carrega também em si a importante missão de transmitir a imagem pela qual a empresa precisa ser percebida. A forma como o designer organizará as informações, a escolha das cores, da tipografia, do formato e do acabamento do cartão produzirão uma impressão que pode ser de seriedade, modernidade, ousadia, alegria, etc. Por isso, para desenvolver um cartão de visitas, o designer precisa estudar a linguagem do mercado de atuação, os concorrentes e, fundamentalmente, conhecer profundamente o cliente, seus diferenciais e posicionamento. O cartão pessoal, como qualquer outro ponto de contato, precisa estar alinhado com a sua identidade e comunicar adequadamente esses atributos. Leia o artigo inteiro




* Design de embalagens: um bom produto precisa parecer bom aos olhos do consumidor

23 de abril 2012 Por | postado em "Design de Embalagem, Design Gráfico"

Com a abertura do mercado para a comercialização de importados na década de 90, as gôndolas dos supermercados denunciavam a clara superioridade visual dos produtos estrangeiros em relação aos nossos. A importância do design na gestão estratégica dos negócios teve que ser repensada e exigiu, por parte dos empresários, a urgente adoção de medidas que permitissem alinhar a estética das embalagens ao mesmo nível dos novos concorrentes. Nessa época, grandes consultorias estrangeiras de Branding começaram a ser mais procuradas para conceituar, desenhar e ajudar a definir o posicionamento de importantes marcas nacionais, ditando um novo nível de abordagem a ser assimilado pelos escritórios brasileiros. O design e a gestão de marcas começavam então a ser mais discutidos, divulgados e, consequentemente, mais populares. Leia o artigo inteiro




* Branding Book – Instrumento de gestão de marca

23 de abril 2012 Por | postado em "Branding"

Entre as diversas ferramentas para gestão de marcas, o Brand Book tem servido como um instrumento importante para determinar os caminhos estratégicos de uma empresa. Esses livros desenvolvidos por agências de branding e design apresentam a marca como um organismo vivo, com personalidade, linguagem e atributos.

O Brand Book representa uma evolução do tradicional Manual de Utilização de Logomarca, pois além de informar características técnicas, indica as táticas a serem seguidas pela companhia.

A Brastemp, por exemplo, ganhou dois livros desenvolvidos pela Tátil Design

Um conta sobre a evolução estratégica da marca, detalhando todo o histórico da Brastemp. E outro fala sobre os ingredientes que irão compor a linguagem visual e verbal da empresa. “Em um livro mostramos a evolução da marca, a essência, os valores consolidados, a parte estratégica, os atributos que devem ser trabalhados e apresentamos o novo conceito – seja autêntico”, explica Roberta Gamboa, diretora de criação da Tátil Design. “O outro diz como a marca vai se comunicar através de seus pilares de relacionamento – gastronomia, moda, design e arquitetura, mostra a linguagem verbal, as tipografias, os tipos de imagens de lifestyle e produtos usados nos materiais de comunicação além de todos os termos técnicos tradicionais que são passados para os parceiros de comunicação para que todos falem a mesma língua e consigam traduzir a imagem da Brastemp verbal e visualmente da mesma maneira”, relata em entrevista ao Mundo do Marketing. Leia o artigo inteiro




* O papel das cores na comunicação do produto

20 de abril 2012 Por | postado em "Design de Embalagem, Design Gráfico"

O papel das cores na comunicação

Detalhe do design para catálogo de cores desenvolvido pela Human

As cores têm um impressionante poder de provocar estímulos emocionais e psicológicos, de afetar o humor e de influenciar nossas decisões de compra. Aliás, os consumidores quando saem às compras estão mais suscetíveis a estímulos sensoriais e, por conta disso, o uso bem articulado e inteligente das cores nas embalagens faz toda a diferença. Se os consumidores, como agentes emocionais, são estimulados e movidos pela emoção, seu produto precisa também transmitir emoção. Leia o artigo inteiro




Planejamento no Design de Embalagens – Parte II

20 de abril 2012 Por | postado em "Design de Embalagem"

Detalhe de rótulo de vinho desenvolvido pela Human

Mesmo projetos mais simples exigem um planejamento cuidadoso com cronograma de atividades coerentes com sua complexidade. Não é incomum ver situações nas quais a burocracia ou imprevistos atrasam ou até mesmo exigem que parte ou todo o processo seja revisto ou refeito. Por isso, é importante estabelecer um certo grau de flexibilidade que permita o gerenciamento de contingências, sem prejuízo para a sequência do projeto. Por não existirem dois projetos iguais, todas as etapas devem ser muito bem traçadas e monitoradas pelo coordenador.

Dependendo da verba disponível, embalagens impressas em materiais como plástico, papéis especiais e lata, por exemplo, podem não contar com provas confiáveis para correção e compensação de cores. Muitas vezes o resultado final somente poderá ser conferido no momento da impressão, e determinadas variações cromáticas nem sempre podem ser corrigidas satisfatoriamente “na máquina”, especialmente quando se tratam de problemas em áreas muito específicas como tons de pele e imagens de alimentos.
A disparidade entre o que se vê no monitor e o resultado final, passando pelas escalas de cores e provas digitais, já sinaliza a importância dessa questão. Mesmo monitores bem calibrados podem reservar surpresas desagradáveis, já que a conversão de RGB para CMYK ou Pantone® é feita via software e por aproximação. Portanto, a recomendação é tratar tudo o que envolve cores com a maior atenção possível, procurando sempre utilizar escalas CMYK e Pantone® novas e de boa qualidade e processos de impressão de provas que mais se aproximam do material e do sistema de impressão final.

“A concepção criativa deve, obrigatoriamente, considerar todos os fatores técnicos relacionados ao sistema de impressão. Por isso, estabelecer parcerias de longo prazo entre o escritório de design e a gráfica é uma prática saudável que cria laços de compromisso e torna o processo menos vulnerável.”

Embalagem de fone de ouvido da Audiovox Erbudeez - Medalha de ouro Pentaward 2009

Em função de tantas variáveis, a possibilidade de refazer o processo de pré-impressão para correção de cores nunca deve ser totalmente descartada, embora seja um procedimento que, dependendo da envergadura do projeto, pode representar um custo adicional extremamente alto. Em razão disso, a escolha do fornecedor de impressão deve ser feita com bastante critério. Visitar antecipadamente a empresa que prestará o serviço, conferir sua estrutura, os equipamentos, o portfólio e estabelecer princípios consistentes de qualidade são iniciativas importantes para a redução de riscos. Parcerias de longo prazo entre o escritório de design e a gráfica criam laços de compromisso e tornam o processo menos vulnerável. Esse contato direto só traz benefícios e permite ao designer avaliar os potenciais e limitações do fornecedor e levar tudo em conta na hora de desenvolver uma solução. De nada adianta propor uma peça extremamente sofisticada se o sistema de impressão e/ou o material empregado não permitirem reproduzir certas nuances com fidelidade. E é essa combinação colaborativa de habilidades e experiências que tem ajudado a produzir resultados significativos na redução de custos, no aprimoramento da qualidade e na inovação de processos.

Texto originalmente escrito para a revista Mundo Flexo.
Enio Souza é Designer, sócio e diretor de criação da Human Design & Comunicação e especialista em Branding-Gestão de Marcas pela Universidade Positivo de Curitiba.